LOGOTIPO

A idéia do logotipo da Associação de Judô Gulô veio de uma imagem que ficou registrada pelo Professor Wiliam em um campeonato mundial, no final da luta, o judoca David Douilet, como sempre fazia quando vencia, “levantava os braços abertos” em uma posição de agradecimento ao público.

A criação do logotipo veio desta imagem, juntamos com os ideogramas do JUDÔ na horizontal e do GULÔ na vertical, e os braços e pernas imaginárias com as cores da bandeira do BRASIL. A luta que serviu de inspiração foi a final do Campeonato Mundial Sênior de 1997, o protagonista David Douilet, francês, 4 vezes do mundo e Bi-campeão Olímpico (96 e 2000) dos pesos pesados com o atleta Shinorara, do Japão.

Buscamos a referência do atleta que após um acidente de moto, gravíssimo, se recuperou e voltou a ser campeão do mundo. E ao final de todas as lutas o mesmo se dirigia ao seu “SENSEI” em forma de agradecimento e humildade. Por isso, que o JUDÔ nos proporciona sermos “judokas”, diferentes em vários aspectos, assim estruturamos a nossa filosofia em TRADIÇÃO, DISCIPLINA E ESPORTE OLÍMPICO.

A tradição: manter o uniforme completo, postura adequada, cumprimentar corretamente, realizar as técnicas de forma correta com cuidado de não machucar seu oponente. Desenvolver princípio do Zêlo, pelo dojô, amigos, professores, família, entre outros.

A disciplina: aprender a respeitar seus limites e dos amigos, aceitar e pedir desculpas, valorizar a hierarquia, as regras. A ausência desses valores proporciona a impunidade, vista claramente em nossa sociedade.

O esporte olímpico: quando na idade e fase de maturação ideal, começa a competir de forma oficial em busca de resultados, mas, sempre respeitando seu potencial e limite, valorizando a persistência e perseverança.

HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DE JUDÔ GULÔ

A Associação de Judô Gulô foi fundada em 06/08/2001. Em São Bernardo do Campo, São Paulo, por um grupo de alunos, juntamente com o professor Wiliam Soares de Freitas, de um clube que estava encerrando suas atividades. O nome sugerido, entre outros, foi o apelido do professor que era chamado de GULÔ.

Entre os integrantes deste grupo tinham alunos que começaram em EMEI’s (escola municipal de ensino infantil), no mesmo ano que o professor Wiliam Freitas iniciou sua carreira como professor, ainda faixa marrom, no ano de 1988, Assim, possuímos no grupo outros faixas pretas que lecionavam na época, como Paulino Kumagae, Tisa Kumagae, Iremaldo Martins, e os colaboradores Almir Borin e José Roberto Fonseca.

Em nossa história houveram outros faixas pretas que se formaram e seguiram outros caminhos, mas, em especial, que compartilhou de nosso sonho de montar um DOJÔ e faz parte de nosso grupo, mesmo a distância, e o Professor Renato Donini.

Com todas as dificuldades para se estruturar, conseguimos implantar nosso sonho em forma de filosofia, na qual formamos nosso pilar TRADIÇÃO, DISCIPLINA E ESPORTE OLÍMPICO, os quais mantêm os princípios educativos e valores que estão inseridos em nossas aulas, eventos e outros.

Com o passar dos anos a associação obteve a oportunidade de formarmos mais faixas pretas, como Leonel Kumagae, Jose Mauro Martinez e Adilson Melo, que fazem parte de nosso grupo.

Entre vitórias e derrotas em competições, obtivemos bons resultados, mas, o melhor e estabelecermos o princípio da família, que e zelar pelo outro e pretendermos manter e passar para todos que chegarem ao grupo.

Wiliam Soares de Freitas

HISTÓRIA DO JUDÔ

Jigoro Kano

De acordo com SUGAI, o professor Jigoro Kano, graduado em filosofia, ciências políticas e economia pela universidade Imperial de Tóquio, praticou, JU-JITSU, que era uma luta desenvolvida pelos antigos “SAMURAIS”, guerreiros à serviços dos senhores feudais, como prática das mãos livres. Com a abertura dos portos do Japão em 1865, para o mundo, procurou transformações no sistema político-social, marcando o fim da Era Meiji, abolindo o sistema Feudal, houve com isso uma queda nas artes marciais, incluindo o JU-JITSU. Assim o professor Jigoro Kano, resolveu criar um sistema de luta com métodos educacionais, princípios filosóficos para desenvolver o físico, intectual, emocional contribuindo na formação integral do individuo, evitando ações que pudessem ser lesivas ou prejudiciais a seus praticantes. Criando-se em 1882, o JUDÔ, que tem o significado, JU: suave e DO: Caminho, sendo “CAMINHO SUAVE”, de acordo com VIRGILIO.

A primeira escola foi denominada Judô KODOKAN, KO: fraternidade, DO: Caminho, moral, principio, e KAN: instituto, ou seja, Instituto para estudar o Caminho, talvez por ser um professor com visão educativa e desenvolver uma prática de luta com fins filosófico e assim o JUDÔ, foi introduzido na educação física no Japão, e foi considerado o “Pai da Educação Física”, de acordo com SUGAI, e na Europa, o “Pai da Educação Integral”.

Estruturou em 3 (três) princípios filosóficos o JUDÔ:

Contudo, o Judô ganhou grande destaque e popularidade mundial, por possuir um aspecto educaciona l e ser uma modalidade esportiva, com grande número de adeptos, tornando-se a primeira arte marcial a participar em Olímpiadas, Tóquio 1964. Segundo VIRGILIO, o professor JIGORO KANO, não conseguiu ver seu grande sonho, porque em 04 de maio de 1938, morreu a bordo do navio que viajava de volta do Cairo, onde realizou-se a Assembléia Geral do Comitê Olímpico Internacional, onde era membro.

O JUDÔ NO BRASIL

No Brasil, teve seu início nos meados de 1914 e um dos principais nomes foi Mitsuyo Maeda, o Conde Koma, título recebido por sua passagem pelo México, enviado pela KODOKAN para a divulgação do JUDÔ nas Américas, chegando na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, onde fez a primeira apresentação, percorrendo posteriormente por todo o pais, fazendo apresentações de técnicas de torções, defesa de agarrões, chave de articulação, demonstração de armas japonesas e mesmo desafios ao público, citado por VIGILIO. O professor Maeda, foi para a Inglaterra em 1917 e regressou por volta de 1922, radicou-se na cidade de Belém no estado do Pará, inaugurou sua academia e residiu até sua morte, em 1941.

Em diferentes regiões outros também iniciaram a prática do judô, eram os agricultores, colonos e outros que praticaram como meio de manter sua origem e sua cultura. Destacaram-se neste período, Tatsuo okoshi, meados de 1924, seguidos pelos irmãos Ono, Katsutoshi Naito, Sobei Tani e Ryuzo Ogawa, entre outros. O professor Ryuzo Ogawa criou o primeiro instituto de Judô em nível nacional, que foi a Associação de Judô e Ju Jitsu Ogawa-Budokan em 1936, posteriormente, passou a ser “Hombu-Budokan” que mantem-se em atividade, em seguida, criaram a Federação Paulista de Judô em 1958 e Confederação Brasileira de Judô em 1969.

O Brasil, por possuir características semelhantes a japonesa, fez com que tivessemos um alto nível técnico, destacando-se internacionalmente e adquiriu um grande número de praticantes tornando-se a arte marcial mais praticada no Brasil, de acordo com ATLAS do ESPORTE.

“O judô e a máxima eficiência do uso da mente e do corpo para o benefício e bem-estar mutuo” (KANO)

Texto retirado da Apostila da AJG

Referências Bibliográficas:
VIRGILIO, S. A arte do Judô. Campinas: Parirus, 1986.
Conde Koma: o invencível yodan da história, Campinas: Atomo, 2002.
Personagens e histórias do judô brasileiro, Campinas: Atomo, 2002.
SUGAI, V. L. O caminho do guerreiro I. São Paulo: Gente, 2000.
COSTA, P. L. Atlas do Esporte. Rio de Janeiro: Ed. Share, 2005.


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